Cambridge IGCSE Portuguese - First Language 0504 — 2014 May/June Paper 1 · Variant 1
0504/11/M/J/14 · 50 marks · ≈56 min
The question paper and its mark scheme, free to read here and free to download. This is Cambridge’s own paper, exactly as it was sat.
Question paper8 pages








Mark scheme4 pages
Answers below. Sit the paper first if you are practising.




Paper as text
Question paper, page 1
This document consists of 5 printed pages, 3 blank pages and 1 insert. DC (SJF) 77161/5 © UCLES 2014 [Turn over Cambridge International Examinations Cambridge International General Certificate of Secondary Education * 9 2 9 6 9 8 5 8 2 3 * FIRST LANGUAGE PORTUGUESE 0504/01 Paper 1 Reading May/June 2014 2 hours No Additional Materials are required. READ THESE INSTRUCTIONS FIRST If you have been given an Answer Booklet, follow the instructions on the front cover of the Booklet. Write your Centre number, candidate number and name on all the work you hand in. Write in dark blue or black pen. Do not use staples, paper clips, glue or correction fluid. Answer all questions. At the end of the examination, fasten all your work securely together. The number of marks is given in brackets [ ] at the end of each question or part question. PRIMEIRO LEIA ESTAS INSTRUÇÕES Se lhe tiverem dado um caderno de respostas, siga as instruções dadas na primeira página. Escreva o número do seu Centro, o número de candidato e o seu nome na frente de todo o trabalho que apresentar. Escreva com uma caneta de tinta azul escura ou preta. Não utilize grampos/agrafos, clipes/prende-papéis, cola ou líquido corretivo. Responda a todas as perguntas. No fim do exame, junte todo o seu trabalho duma maneira segura. O número de valores está indicado entre colchetes [ ] no fim de cada pergunta ou parte de pergunta. PAPA CAMBRIDGE
Question paper, page 2
2 0504/01/M/J/14 © UCLES 2014 Leia o texto abaixo com atenção e responda às perguntas que se seguem. Primeiro texto Cyberbullying: a violência virtual Quem convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de praticar pequenas e grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas “imperfeições” – e não perdoam nada. Na escola, implicância, discriminação e agressões verbais e físicas são muito mais frequentes do que o desejado. Esse comportamento não é novo, mas a maneira como é encarado vem mudando. Há cerca de 15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como uma forma de violência e ganharam nome: bullying (palavra do inglês que significa “amedrontar”). Sua principal característica é que a agressão (física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento, fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. No Brasil aumenta rapidamente o número de casos de violência desse tipo. Raissa, 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Facebook em que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. “Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa.” Esse exemplo mostra como a tecnologia permite que a agressão se repita indefinidamente. A mensagem maldosa pode ser encaminhada por e-mail para várias pessoas e uma foto publicada na internet acaba sendo vista por centenas de pessoas, algumas das quais nem conhecem a vítima. Por volta dos 10–12 anos a criança passa a buscar, no convívio social, referências diferentes das que sempre recebeu em casa, dando continuidade ao processo de construção de sua personalidade. Se essa criança se conhece e gosta de como é, consegue manifestar sentimentos e pensamentos de maneira equilibrada. De contrário, pode sentir prazer em menosprezar o outro para se afirmar. Com a entrada na adolescência, vem a necessidade de pertencer a um grupo. Nesse momento, basta sair um pouco do padrão para ser provocado. Foi o que aconteceu com Aline, 14 anos. Ela recebia mensagens de uma colega falando que estava com excesso de peso. A agressora, que a ameaçava e a proibia de contar sobre essas conversas, dizia que, caso não perdesse peso, iria apanhar. A professora das duas lembra: “Ela fez de tudo para agradar à colega e seguiu as indicações porque sentia medo. Os pais só desconfiaram que havia algo de errado porque perceberam uma mudança repentina no comportamento da vítima”. O cyberbullying não pode ser visto como uma brincadeira de criança. De acordo com os especialistas, a escola precisa encarar com seriedade as agressões entre os alunos. A busca pela solução ou pela prevenção inclui reunir todos – equipe pedagógica, pais e alunos que estão ou não envolvidos diretamente – e garantir que tomem consciência de que existe um problema. Outra marca do cyberbullying é a possibilidade de o agressor agir na sombra. Ele pode criar um perfil falso ou uma conta fictícia de e-mail para mandar seus recados maldosos e desaforados. Paulo, 19 anos, teve sua foto publicada sem autorização na internet durante três anos (a imagem era uma montagem com seu rosto, uma boca enorme e uma gozação com um movimento que fazia com a língua). Seu desempenho escolar caiu e ele foi reprovado. Pediu transferência, mas, mesmo longe dos agressores, ainda toma medicamentos e tem o acompanhamento de um psicólogo. Tudo indica que os que o atazanavam na sala de aula estavam por trás do perfil falso.
Question paper, page 3
3 0504/01/M/J/14 © UCLES 2014 [Turn over Para agredir de forma virtual não é necessário ser o mais forte ou ter coragem para encarar o público. Basta ter acesso a um celular1 ou à internet. Por isso, muitos desses novos agressores nem sabem dizer por que fazem o que fazem. Na pesquisa de uma ONG2, metade deles respondeu a essa pergunta com frases como “foi por brincadeira”, “não sei” e “as vítimas mereciam o castigo”. Num ambiente em que essa dinâmica se instala, as relações não estão construídas com base em valores sólidos. Por isso, trabalhar para que o cyberbullying deixe de fazer parte da rotina é uma tarefa de toda a equipe escolar. 1 telemóvel 2 Organização Não Governamental 1 Agora responda em português às seguintes perguntas. Além dos vinte pontos para as respostas, cinco pontos estão disponíveis para a Qualidade da Língua das respostas. (a) Como é que antigamente os jovens discriminavam outros? [2] (b) Defina três particularidades do conceito de bullying. [3] (c) O que é que quer dizer com “a tecnologia deu nova cara ao problema”? [1] (d) Que tipo de criança tem tendência a se tornar um agressor? [2] (e) Como reagiu Aline à agressão por parte de uma colega? [2] (f) Por que é que o cyberbullying não pode ser visto como uma brincadeira de crianças? [1] (g) Na escola, quem deve participar da prevenção e resolução de casos de bullying? [3] (h) Quais as consequências que o bullying teve para o Paulo? [3] (i) De acordo com uma pesquisa feita, como é que metade dos agressores justificam o seu comportamento? [3] [Total: 20 + 5 = 25]
Question paper, page 4
4 0504/01/M/J/14 © UCLES 2014 Leia o texto abaixo e responda à pergunta que se segue. Segundo texto Violência na internet: Judiciária recebe uma queixa por dia Maria decidiu pôr um ponto final na relação. Para se vingar, o namorado apoderou-se do perfil dela no Facebook e começou a enviar mensagens difamatórias a todos os amigos e contatos da rapariga. Este é apenas um exemplo, bastante frequente, do fenómeno de cyberbullying em Portugal – intimidação e perseguição psicológica na internet. O cyberbullying está a crescer de forma alarmante no país. “Há dois anos, ninguém sabia o que era. Em 2010, a polícia recebe uma queixa por dia a nível nacional”. Palavras do inspetor Baltazar Rodrigues, da divisão de combate ao crime informático da Polícia Judiciária (PJ), proferidas numa palestra sobre cibercrime no Instituto Superior Técnico. Só na região de Lisboa, 145 casos relacionados com cyberbullying estão atualmente em investigação, avançou Baltazar Rodrigues. Como esta prática não está prevista na lei portuguesa, o cyberbullying é um fenómeno que parece diluído nas queixas de difamação, injúria, devassa da vida privada, devassa por meios informáticos e ameaça da prática do crime, explica. Contudo, “é cada vez mais frequente entre jovens” devido ao sucesso cada vez maior dos blogues e das redes sociais, confirma o inspetor. “É um fenómeno crescente em Portugal, em especial entre os jovens porque não pensam bem nas consequências destes atos e são os que mais aderem às novas tecnologias”, confirma Vasco de Morais, responsável pelo site Jovens Seguros na Net, que tem acompanhado casos nas escolas e alguns particulares que chegam à sua caixa de correio. “Em Julho 2008, a Assembleia da República aprovou por unanimidade uma recomendação do CDS-PP3 para promover uma campanha nacional de sensibilização e prevenção dos riscos da internet para as crianças na comunicação social e nas escolas. Passados quase dois anos, ainda não viu a luz do dia”, lamenta Vasco de Morais. “Nas escolas, não há um levantamento do fenómeno, nem procedimentos para lidar com casos, que acabam por não serem reportados. Só no dia em que houver um suicídio é que vai haver uma proposta legislativa a sério”, alerta. “Questionamos o governo sobre a implementação do plano e a resposta que obtemos é que está em estudo. A inércia é total”, explicou a deputada do CDS-PP, Carla Pereira, que apresentou a proposta. “Não há, de facto, dados estatísticos em Portugal. Mas através dos testemunhos de professores, sabemos que é um fenómeno que está a crescer e a ocorrer com mais frequência”, confirma João Amado, professor na Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, que está a preparar um manual digital sobre cyberbullying para publicar em Setembro. O cyberbullying é uma prática antiga – gozação, difamação ou humilhação do próximo –, mas com recurso a novos meios tecnológicos: internet, telemóvel4, e suportes digitais. Insultos, comentários obscenos e imagens comprometedoras postadas nas redes sociais, e-mails com ameaças ou agressões filmadas que acabam à vista de todos num vídeo do YouTube5, tudo isto é cyberbullying. Como a internet protege os anónimos, alicia muitos a levar a cabo vinganças, humilhações, ou a assustar pessoas conhecidas. 3 Partido político 4 celular 5 site onde as pessoas podem descarregar, partilhar e ver vídeos
Question paper, page 5
5 0504/01/M/J/14 © UCLES 2014 “Na altura da definição da sexualidade, entre os 13 e os 15 anos, pode ter consequências muito negativas sobre a vítima como depressão e mudança de escola. Nos casos mais extremos, pode levar ao suicídio, como já aconteceu nos EUA”, aponta Luzia Pinheiro, socióloga. As conclusões do seu mestrado revelam mais: “Num universo de 43 inquiridos, cerca de 40% seria capaz de recorrer ao cyberbullying, mesmo que a maioria não tenha consciência do que isso é e das suas consequências”. Por desconhecerem o que é o cyberbullying, por vergonha ou por desvalorizar um insulto, as vítimas não se queixam. Por isso, o fenómeno está muito pouco explorado, concordam os especialistas. 2 Considerando os diferentes pontos referidos nos dois textos, reflita sobre o problema de cyberbullying na escola. Identifique as possíveis causas do ponto de vista do agressor e as possíveis consequências do ponto de vista da vítima. Sugira formas para o problema ser superado no ambiente escolar. Escreva cerca de 250 palavras. NÃO ESCREVA MAIS DE 300 PALAVRAS. [25]
Question paper, page 6
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Question paper, page 7
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Question paper, page 8
8 0504/01/M/J/14 © UCLES 2014 BLANK PAGE Copyright Acknowledgements: Question 1 © Beatriz Santomauro; Cyberbullying: a violência virtual; Redação NOVA ESCOLA; June/July 2010. Question 2 © Sandra Pereira e Rosa Ramos; Cyberbullying: Judiciária recebe uma queixa per dia; Taguspark; 29 March 2010. Permission to reproduce items where third-party owned material protected by copyright is included has been sought and cleared where possible. Every reasonable effort has been made by the publisher (UCLES) to trace copyright holders, but if any items requiring clearance have unwittingly been included, the publisher will be pleased to make amends at the earliest possible opportunity. Cambridge International Examinations is part of the Cambridge Assessment Group. Cambridge Assessment is the brand name of University of Cambridge Local Examinations Syndicate (UCLES), which is itself a department of the University of Cambridge.
Mark scheme, page 1
CAMBRIDGE INTERNATIONAL EXAMINATIONS International General Certificate of Secondary Education MARK SCHEME for the May/June 2014 series 0504 FIRST LANGUAGE PORTUGUESE 0504/01 Paper 1 (Reading), maximum raw mark 50 This mark scheme is published as an aid to teachers and candidates, to indicate the requirements of the examination. It shows the basis on which Examiners were instructed to award marks. It does not indicate the details of the discussions that took place at an Examiners’ meeting before marking began, which would have considered the acceptability of alternative answers. Mark schemes should be read in conjunction with the question paper and the Principal Examiner Report for Teachers. Cambridge will not enter into discussions about these mark schemes. Cambridge is publishing the mark schemes for the May/June 2014 series for most IGCSE, GCE Advanced Level and Advanced Subsidiary Level components and some Ordinary Level components. PAPA CAMBRIDGE
Mark scheme, page 2
Page 2 Mark Scheme Syllabus Paper IGCSE – May/June 2014 0504 01 © Cambridge International Examinations 2014 MARK SCHEME FOR QUESTION ONE Award marks for any combination answers up to the limit in square brackets Twenty marks. 1 (a) Como é que antigamente os jovens discriminavam outros? [2] Debochando uns dos outros, criando apelidos estranhos, reparando nas mínimas "imperfeições", com agressões verbais ou físicas. (b) Defina três particularidades do conceito de bullying. [3] É sempre intencional, repete-se várias vezes e não tem uma motivação específica. É uma agressão física, moral ou material. (c) O que é que quer dizer com “a tecnologia deu nova cara ao problema”? [1] A agressão é hoje feita principalmente através da internet, do telemóvel/celular ou outros suportes digitais. (d) Que tipo de criança tem tendência a se tornar um agressor? [2] Uma criança que não se conhece e não gosta de como é. Uma criança que sente prazer em menosprezar o outro (e) Como reagiu Aline à agressão por parte de uma colega? [2] Aline fez de tudo para agradar à colega e seguiu as suas indicações por ter medo. (f) Por que é que o cyberbullying não pode ser visto como uma brincadeira de crianças? [1] Porque (de acordo com os especialistas) é um problema sério / prejudica a vida das crianças/ que pode ter consequências gravíssimas para todos. (g) Na escola, quem deve participar da prevenção e resolução de casos de bullying? [3] A equipa pedagógica, pais e alunos que estão ou não envolvidos diretamente (h) Quais as consequências que o bullying teve para o Paulo? [3] O Paulo reprovou na escola/ o seu desempenho escolar caiu, teve que se transferir para outra escola, toma medicamentos e é acompanhado por um psicólogo. (i) De acordo com uma pesquisa feita, como é que metade dos agressores justificam o seu comportamento? [3] Uns dizem que o fizeram por brincadeira, outros não sabem explicá-lo e outros ainda culpam as vítimas, dizendo que mereciam o castigo. [Total: 20 + 5 = 25]
Mark scheme, page 3
Page 3 Mark Scheme Syllabus Paper IGCSE – May/June 2014 0504 01 © Cambridge International Examinations 2014 PLUS 5 marks for Accuracy of Language Accuracy of Language 5 (Excellent) Clear, carefully chosen language with complex syntax where appropriate. Varied, precise vocabulary. Hardly any or no technical errors. 4 (Good) Clear, appropriate language. Appropriate vocabulary. Few technical errors. 3 (Adequate) Language generally appropriate, but unsophisticated and generally simple syntax. Adequate vocabulary. Some technical errors. 2 (Weak) Unsophisticated language, not always appropriate. Very simple syntax with some clumsiness. Thin vocabulary. A number of technical errors. 1 (Poor) Thin, inappropriate use of language. Confuse and obscure. Many errors. [Total: 20 + 5 = 25] MARK SCHEME FOR QUESTION TWO 2 Considerando os diferentes pontos referidos nos dois textos, reflita sobre o problema de cyberbullying na escola. Identifique as possíveis causas do ponto de vista do agressor e as possíveis consequências do ponto de vista da vítima. Sugira formas para o problema ser superado no ambiente escolar. Escreva cerca de 250 palavras. NÃO ESCREVA MAIS DE 300 PALAVRAS. [25] 15 marks are available for Reading: each relevant point extracted by the candidate from the text is ticked. A mark is awarded for each tick up to a maximum of fifteen points. Causes Consequences Solutions anonymous / in the shade / false emails suicide / depression / mental health / aggression / medication / psychological help the 3 pillars of school community must work together (parents, teachers / students) don’t need to be physically strong / have the courage to stand up school failure discuss the issue openly / conscious that a problem exist no awareness of why they are doing it / joke / ignorance / punishment loss of self-confidence / isolation / slander/libel / insults take it seriously / it is not just a laugh / a game don’t like themselves / like to undermine, humiliate others fear / paranoia of how you are perceived / fear to complain / intimidation in extreme cases, take medication, get psychological help
Mark scheme, page 4
Page 4 Mark Scheme Syllabus Paper IGCSE – May/June 2014 0504 01 © Cambridge International Examinations 2014 their personal relationships aren’t based on solid values have your life exposed in public specialist police help move schools record cases of bullying and have formal procedures for dealing with them 10 marks are available for Writing: 5 marks for Style and Organisation plus 5 marks for Accuracy of Language Style and Organisation 5 (Excellent) Excellent expression and focus with assured use of own words. Good summary style with orderly grouping of ideas; excellent linkage. Answer has sense of purpose. 4 (Good) Good expression in recognisable summary style. Attempts to focus and to group ideas; good linkage. 3 (Adequate) Satisfactory expression in own words. Reasonaly concise with some sense of order. Occasional lapses of focus. 2 (Weak) Limited expression but mostly in own words. Some sense of order but little sense of summary. Tendency to lose focus (e.g. by including some anedocte); thread not always easy to follow. 1 (Poor) Expression just adequate; maybe list-like. Considerable lifting; repetitive. Much irrelevance. Accuracy of Language 5 (Excellent) Clear, carefully chosen language with complex syntax where appropriate. Varied, precise vocabulary. Hardly any or no technical errors. 4 (Good) Clear, appropriate language. Appropriate vocabulary. Few technical errors. 3 (Adequate) Language generally appropriate, but unsophisticated and generally simple syntax. Adequate vocabulary. Some technical errors. 2 (Weak) Unsophisticated language, not always appropriate. Very simple syntax with some clumsiness. Thin vocabulary. A number of technical errors. 1 (Poor) Thin, inappropriate use of language. Confuse and obscure. Many errors. [Total: 15 + 10 = 25]
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Cambridge’s own grade thresholds for 2014 May/June, Paper 1 · Variant 1. A higher threshold means an easier paper — the bar moves with how the cohort did.