Cambridge IGCSE Portuguese - First Language 0504 — 2008 May/June Paper 1 · Variant 1

0504/11/M/J/08

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Question paper8 pages

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Mark scheme

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Paper as text

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This document consists of 5 printed pages and 3 blank pages. SP (CW) T47433/4 © UCLES 2008 [Turn over UNIVERSITY OF CAMBRIDGE INTERNATIONAL EXAMINATIONS International General Certificate of Secondary Education READ THESE INSTRUCTIONS FIRST If you have been given an Answer Booklet, follow the instructions on the front cover of the Booklet. Write your Centre number, candidate number and name on all the work you hand in. Write in dark blue or black pen. Do not use staples, paper clips, highlighters, glue or correction fluid. Answer all questions. At the end of the examination, fasten all your work securely together. The number of marks is given in brackets [ ] at the end of each question or part question. LEIA ESTAS INSTRUÇÕES PRIMEIRO Se recebeu um caderno para escrever as suas respostas, siga as instruções na capa. Escreva o seu número de centro, número de candidato e nome na frente de todo o trabalho que entregar. Utilize caneta de tinta preta ou azul escura. Não utilize agrafos, grampos/clipes, marcadores ou corrector. Responda a todas as perguntas. No final do exame, junte todo o seu trabalho e prenda-o bem. O número de pontos disponível encontra-se entre parenteses [ ] no final de cada pergunta ou pergunta parcial. * 3 8 9 3 1 2 7 7 7 7 * FIRST LANGUAGE PORTUGUESE 0504/01 Paper 1 Reading May/June 2008 2 hours Additional Materials: Answer Booklet/Paper www.XtremePapers.com

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2 0504/01/M/J/08 © UCLES 2008 Leia o texto abaixo com atenção e responda às questões que se seguem. Primeiro texto UE preocupada com situação em Timor-Leste O enviado especial da União Europeia a Timor-Leste, país do sudeste asiático de língua oficial portuguesa, está preocupado com a situação do país, mas garantiu hoje a continuidade do apoio comunitário. Segundo Miguel Amado, o enviado especial da UE, as autoridades comunitárias estão a preparar um pacote financeiro de cerca de 60 milhões de euros para o período 2008/2013. “Vim a Timor-Leste com três objectivos. Fazer a avaliação no terreno da situação, estudar com as autoridades locais os problemas que tem havido, de desenvolvimento, sociais e económicos e para fazer propostas”, destacou Amado, em conferência de imprensa, em que fez o balanço da estada de cerca de três semanas em Timor-Leste. “Não escondo uma certa preocupação pela situação do país, embora esteja optimista (...) O meu optimismo vai no sentido de que a comunidade internacional apoiará seguramente Timor-Leste no plano de desenvolvimento que está há muito tempo redigido e em que se pode apostar nalgumas áreas de cooperação”, adiantou. No imediato, e tendo em conta as eleições legislativas de 2007, Miguel Amado anunciou que a UE vai apostar em projectos curtos, de seis meses. “Vamos aplicar dinheiro em projectos curtos de seis meses. Quem sabe qual será a situação depois das eleições?”, disse. Em resultado da sua estada de cerca de três semanas em Timor- Leste, em que visitou vários distritos e manteve contactos com responsáveis políticos, religiosos e militares, incluindo autoridades locais e tradicionais, Miguel Amado diz ter encontrado um país “bastante pobre”. “Encontrei um país bastante pobre, com uma sociedade rural isolada em termos de comunicação, sem estradas e contactos com a capital, com uma actividade rural muito reduzida, uma administração enfraquecida, uma excessiva centralização, falta de comunicação institucional provocada por crises sucessivas, mas um país com potencial”, afirmou. “Neste momento a nossa preocupação é que até às eleições se encontre a estabilidade e a paz para se preparar o acto eleitoral num ambiente construtivo, tendo em atenção que há problemas imediatos a resolver. A juventude timorense hoje em dia tem pouca esperança. Não tem objectivos a curto, médio e longo prazo. Há que encontrar actividades que sejam úteis para o país e encontrar um espaço próprio para a juventude”, acrescentou. A UE vai ajudar o governo timorense a encontrar “o mais rapidamente possível” o clima de estabilidade tão necessário ao desenvolvimento de Timor-Leste. “Com a instabilidade não há investimento, e havendo investimento há emprego e assim há desenvolvimento económico”, justificou. Além dos projectos curtos de seis meses, a desenvolver até às eleições de 2007, Miguel Amado destacou ainda três áreas em que importa apostar, e que são a justiça, a descentralização e a profissionalização da administração pública. Relativamente ao processo de reconciliação em preparação, através do diálogo nacional patrocinado pelo Presidente Xanana Gusmão, o enviado especial da UE frisou que importa previamente assegurar a aplicação da justiça. “A UE vai empenhar-se o mais que puder para reforçar a justiça e para criar um clima propício a que essa justiça seja feita. Não há democracia sem justiça”, acentuou. A União Europeia financia vários projectos em Timor-Leste na área da segurança alimentar e no apoio a organizações não-governamentais e a programação para o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) prevê a verba de 18 milhões de euros.

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3 0504/01/M/J/08 © UCLES 2008 [Turn over Aquela verba, destinada ao período de 2006/2007, foi anunciada no passado dia 19 de Maio, e será aplicada em duas áreas, sendo 12 milhões de euros atribuídos no âmbito da política de desenvolvimento rural e os restantes seis milhões destinados a ajudar o Governo timorense na gerência dos seus recursos. Esta ajuda é financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), no âmbito do Acordo de Cotonou, o acordo de parceria entre a Comissão Europeia e os países ACP (África, Caraíbas e Pacífico), que Timor-Leste assinou em 2003. Desde o final de Abril 2006, três dezenas de pessoas foram mortas em Timor-Leste em confrontos entre grupos rivais, que provocaram também cerca de 150 mil deslocados, para além da desintegração da polícia nacional e divisões nas forças armadas. Para acabar com a onda de violência e restabelecer a ordem encontra-se em Díli desde 25 de Maio, a pedido das autoridades timorenses, uma força policial e militar de Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia. 1 Agora responda em Português às seguintes perguntas. Além dos vinte pontos para as respostas, cinco pontos estão disponivéis para a Qualidade da Língua das respostas. (a) Porque é que o enviado da União Europeia se deslocou a Timor-Leste? [3] (b) A ajuda da União Europeia prevê a criação de projectos de seis meses. Porquê um prazo tão curto? [1] (c) Cite três das razões apontadas por Miguel Amado para a pobreza que ele encontrou em Timor-Leste. [3] (d) Segundo Miguel Amado, Timor-Leste precisa encontrar a estabilidade económica “o mais rápido possível”. Porquê? [3] (e) Quanto da quantia de dinheiro prevista pelo FED se destina a ajudar o desenvolvimento da zona campestre timorense? [1] (f) Segundo Miguel Amado, o que é preciso para que a democracia se enraíze em Timor? [1] (g) Segundo o autor do artigo, quais foram as consequências da situação de conflito vivida em Timor-Leste? [4] (h) Quem prestou ajuda ao governo timorense e como? [4] [Total: 20 + 5 = 25]

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4 0504/01/M/J/08 © UCLES 2008 Leia o texto abaixo e responda à pergunta que se segue. Segundo texto Timor-Leste São praticamente dois dias de viagem, muito cansativa. Quando, finalmente, se chega a Díli, capital de Timor- Leste, o bafo de calor, as instalações precárias do aeroporto, o frenesim à saída causam algum desencanto. Mas não se preocupe. Passadas umas horas, já estará a adorar a amabilidade das pessoas, o clima, as paisagens... O único entrave a umas férias em Timor, um país do sudeste asiático de língua oficial portuguesa, é o preço das viagens. O facto de estar longe da Europa e da América obriga a vários voos. No mínimo quatro. Uma noite é passada num avião completamente lotado, num voo de 12 horas e outra noite é passada em Bali. O viajante chegado a Timor-Leste não tem tempo a perder. Organizar um passeio para aproveitar ao máximo os dias que lá passar é o melhor que tem a fazer. As opções são muitas e só se por acaso tem a sorte de poder lá ficar um mês é que conseguirá ver tudo. Por isso, há que optar. Vamos ao essencial: Os ícones de Timor-Leste, da sua luta pela independência da Indonésia, não podem ser esquecidos. Vai ter que visitar o cemitério de Santa Cruz, onde foram massacrados mais de 200 jovens a 12 de Novembro de 1991, o Bairro do Farol, onde estão quase todas as embaixadas, os vários monumentos portugueses em Díli que foram deixados intactos durante a ocupação indonésia. Delicie-se com um passeio junto à baía de Díli ao fim da tarde com um pôr do sol fenomenal ou beber uma cerveja à noite, numa esplanada junto à praia, com uma temperatura a rondar os 26 graus... Ainda em Díli não pode perder a oportunidade de assistir a uma missa. Os timorenses são um povo cristão muito crente. A emoção é tanta que, quase com certeza, vai tremer com os cânticos. Vai ter de passar pelo Hotel Timor, pelo seu bar, por onde passa toda a elite timorense e os cooperantes lusófonos e pessoal internacional. Vai conhecer gente excepcional, com histórias para contar, conselhos a dar. Díli tem muita coisa para ver, muita gente para conhecer, mas tem de sair da capital, e vai surpreender-se. Para leste vai ver praias maravilhosas, paisagens de costa incríveis, montanhas de vegetação tropical e um povo muito acolhedor. Aldeias com casas tradicionais onde as pessoas vivem para a subsistência, sem quaisquer riquezas. Só as suas casinhas de bambu e colmo, as suas terras de onde retiram a mandioca, as batatas e os vegetais e fruta, e pouco mais. Como viajar? A solução mais cómoda é alugar um jipe. Sim, tem mesmo de ser um jipe, as estradas são péssimas. Só que o uso de um carro destes pode ficar por pouco menos de 100 dólares por dia. É caro. A solução barata, menos cómoda, mas até mais enriquecedora como experiência, será usar os transportes locais. Numa microlete1 gastará uns dois dólares para uma viagem de três horas. Mas vai levar com gente em cima, sacos e mais sacos, uma muito provável avaria pelo caminho, paragens várias, e um veículo muito desconfortável. Para ocidente tem de ir ao antigo “Ponto mais alto do Império Português”, o pico Tata Mailau, no Ramelau, a 2963 metros. Ainda está lá uma inscrição junto a uma estátua da Virgem Maria, indicando que ali é o ponto do Império Português onde primeiro se vê o nascer do Sol. É obrigatório passar lá uma noite. Diz quem o fez que é inesquecível ver o nascer do Sol no topo da ilha. Levar um saco-cama, bom calçado e alguma comida para a noite! Numa viagem de meia hora num barco moderno, mais cara, ou de três horas numa carcaça velha, baratinha, chega a Ataúro, uma ilha em frente a Díli, que tem uma praia com uma transparência que serve de montra2 para um fundo maravilhoso. Há inúmeras construções do tempo português por toda a meia-ilha e muitas e variadas paisagens. Para a máquina fotográfica digital leve muitos cartões de memória. Vai mesmo precisar.

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5 0504/01/M/J/08 © UCLES 2008 Vocabulário 1 Pequeno autocarro (eur.) ou ônibus (br.) 2 Vitrine (br.) 2 Como leu no primeiro texto, Timor-Leste é um país extremamente pobre. Utilizando alguns dos pontos referidos no segundo texto, imagine que você trabalha para um O.N.G. (organização não- governamental) e está desenvolvendo um projecto turístico que possa receber fundos da União Europeia. Explique o que pretende fazer e como isso pode ajudar os jovens timorenses “sem esperança” de que falou Miguel Amado. Escreva cerca de 250 palavras. NÃO ECREVA MAIS DE 300 PALAVRAS. [25]

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8 0504/01/M/J/08 BLANK PAGE Copyright Acknowledgements: Primeiro texto © www.rtp.pt/index.php?article=251172@visual=16 Segundo texto © http://dn.sapo.pt/2006/08/01/boa_vida/timorleste.html Permission to reproduce items where third-party owned material protected by copyright is included has been sought and cleared where possible. Every reasonable effort has been made by the publisher (UCLES) to trace copyright holders, but if any items requiring clearance have unwittingly been included, the publisher will be pleased to make amends at the earliest possible opportunity. University of Cambridge International Examinations is part of the Cambridge Assessment Group. Cambridge Assessment is the brand name of University of Cambridge Local Examinations Syndicate (UCLES), which is itself a department of the University of Cambridge.