Cambridge IGCSE Portuguese - First Language 0504 — 2004 May/June Paper 2 · Variant 1
0504/21/M/J/04
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Question paper4 pages




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Question paper, page 1
This document consists of 4 printed pages. SP (SLM) S54018/3 © UCLES 2004 [Turn over UNIVERSITY OF CAMBRIDGE INTERNATIONAL EXAMINATIONS International General Certificate of Secondary Education FIRST LANGUAGE PORTUGUESE 0504/02 Paper 2 Reading and Directed Writing May/June 2004 2 hours 15 minutes Additional materials: Answer Booklet/Paper READ THESE INSTRUCTIONS FIRST If you have been given an Answer Booklet, follow the instructions on the front cover of the Booklet. Write your Centre number, candidate number and name on all the work you hand in. Write in dark blue or black pen on both sides of the paper. Do not use staples, paper clips, highlighters, glue or correction fluid. Answer all questions. At the end of the examination, fasten all your work securely together. The number of marks is given in brackets [ ] at the end of each question or part question. www.XtremePapers.com
Question paper, page 2
2 0504/02/M/J/04 © UCLES 2004 PARTE 1 Leia os dois textos abaixo com atenção e responda às questões que se seguem. Primeiro texto A DETERMINAÇÃO DO ALPINISTA “Sinto-me como um aposentado aos 30 anos, que pode continuar a fazer aquilo que gosta”. Foi com estas palavras, plenas de pensamento positivo, que João saiu do hospital onde foi tratar-se dos frios sofridos no Monte Evereste. A reconstrução nasal a que foi submetido salvou-lhe o nariz. Mas alguns dedos de uma mão tiveram de ser amputados. Como a vida mudou para João? Eis a sua primeira entrevista depois do acidente: A escalada vale os danos físicos que sofreu? Claro que não! Nada vale isto, que é fruto de apenas um acidente. Temos consciência de que existem riscos, mas nenhum alpinista partiria se soubesse o que ia acontecer. Para um alpinista, as mãos são fundamentais. Sente que as lesões sofridas reduzem a sua capacidade? Não sinto; vejo diariamente! Antigamente, escalava a um nível e agora escalo a outro, muito inferior. A actividade que me dá mais prazer é a escalada em rocha, o que tenho aqui no meu meio natural. Antes, escalava a um nível de dificuldade e, agora, tenho de me contentar com vias de nível inferior. Mas posso continuar a fazer o que gosto. Isso é que é importante. O que é indispensável para ser um alpinista? Basicamente, é preciso determinação, como em tudo na vida. É preciso gostar do ambiente natural da montanha, que é inóspita, dura, fria, desagradável, tem ventos, um sol que nos queima a face... Tudo razões para não fazer alpinismo! Mas é um desafio magnífico. O aspirante a alpinista tem de ter gosto pelo alpinismo. Para ganhar e manter esse gosto, tem de o fazer de forma lenta e progressiva. Exige alguma preparação diária? Para mim, agora não, mas um alpinista precisa de ter uma grande capacidade de persistência. Não se treina durante três ou seis meses, mas ao longo de oito ou dez anos. Também treina o autocontrolo? Quando estou a treinar a parte física, está a fazer-se, paralelamente, uma preparação psicológica. Sei que nos treinos de alta competição existem hoje acompanhamentos psicológicos. Isso já não é o meu caso. Actualmente o meu apoio psicológico vem dos amigos e da família. Essa é a razão por que na próxima escalada vou levar comigo um bom amigo. Isso dá-me autoconfiança, porque num momento de crise sei que posso contar com ele. Além disso, serei muito mais cuidadoso e evitarei riscos desnecessários. Pensa que essa mudança de táctica vai afectar a sua preparação para futuras expedições? Claro que vai. Anteriormente eu era um pouco descuidado, talvez desorganizado e aventureiro. A partir de agora, a expedição não é só no local, mas começa em casa. Ao computador, a adquirir o equipamento necessário, a preparar melhor a viagem, considerando as minhas limitações. Depois farei o balanço final. Se houver muitas dificuldades, provavelmente não irei. Mas tenho esperanças de poder continuar.
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3 © UCLES 2004 0504/02/M/J/04 [Turn over Segundo texto Vocabulário: 1 ônibus = autocarro = machimbombo 2 caminhão = camião O DESAFIO DA ATLETA O grande desafio de Georgette começou no ano passado, quando o ônibus1 em que viajava foi atingido por um caminhão2. Georgette, que fora ginasta e bailarina, ficou gravemente incapacitada depois do acidente. Perdeu o mais cotidiano dos prazeres: andar. Desde então, luta para abandonar a cadeira de rodas e voltar a andar, ainda que com o auxílio de aparelhos. Georgette conversou conosco sobre o seu drama: Como a senhora tem lidado com suas dificuldades? Fui à luta e criei metas. Fiquei internada quase quatro meses. Depois fui um mês para os Estados Unidos, para fazer fisioterapia e aprender a me tornar independente. Lá, vi que podia fazer muita coisa e na volta sabia que iria para a minha casa, e não mais para o hospital. Sou uma pessoa que traça objetivos e vai atrás. A família e os amigos a têm apoiado? Quando eu estava no hospital, contei muito com os amigos, que não me deixaram uma noite sozinha. Meu irmão me levava toda semana para sair e, atualmente, vai uma vez por semana lá em casa. Minha mãe tem sido excepcional. Com todo esse apoio e muita determinação, consegui realizar o meu maior sonho que é treinar ginastas e bailarinas. A senhora faz cinco horas de fisioterapia por dia... Acredita que pode voltar a andar? Sei que só um milagre pode me fazer andar como antes. Mas quero estar preparada caso surja alguma cirurgia que possa me devolver os movimentos. Eu me preparo para ficar apta a andar, como se fosse uma atleta que quisesse ir às Olimpíadas e treinasse para isso. Eu luto para me preparar para o futuro, para os meus ossos ficarem fortalecidos e meu metabolismo ser o mais normal possível. Tenho uma lesão muito alta e ninguém imaginava que eu fosse conseguir dar alguns passos mesmo com o auxílio de aparelhos. Mas consegui. Tenho a vantagem de ser treinadora, trabalhar com preparação física, porque posso criar exercícios para mim. Os avanços são positivos, mas me frustram também. Queria progredir mais, mas só consigo ir até um limite. A sua meta, então, é andar com aparelhos? Uso um aparelho para fazer um treinamento chamado marcha domiciliar, não é para andar para lá e para cá. É um treino, muito bom psicologicamente e excelente para a musculatura. A minha intenção é chegar um dia a andar com esse aparelho e um andador e, se tiver condições depois, substituí-lo por um aparelho menor e muletas. Mas só ficar em pé com o aparelho já dá uma sensação maravilhosa, apesar de ser muito difícil. Cada passo que dou é como se estivesse levantando o mundo nas costas. A senhora ainda tem esperanças? Tenho esperança de que a ciência vai me botar em pé, mas tenho muito medo também. Medo de ficar velha e sozinha numa cadeira de rodas.
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4 0504/02/M/J/04 © UCLES 2004 1 Usando informação extraída dos dois textos, descreva como a vida do João e da Georgette mudou. Compare e contraste a atitude dos dois em relação ao que sofreram, as suas novas metas e o modo como procuram superar os seus problemas. Escreva cerca de 200 palavras. NÃO ESCREVA MAIS DE 250 PALAVRAS. [20] 2 João e Georgette conseguiram grandes sucessos nos anos seguintes. Escolha um personagem (João ou Georgette) e redija um artigo para um jornal descrevendo o que ele ou ela conseguiu e como. Escreva cerca de 200 palavras. NÃO ESCREVA MAIS DE 250 PALAVRAS. [20] PARTE 2 3 Leia a seguinte opinião: Escreva um discurso para os novos alunos da sua escola, enfatizando a importância da Educação, de modo a encorajá-los a dedicarem-se aos estudos. Escreva cerca de 200 palavras. NÃO ESCREVA MAIS DE 250 PALAVRAS. [20] Estudar vale ouro. Quanto mais você estuda, maior é a chance de conseguir emprego, ganhar mais e fazer carreira bem sucedida. Copyright Acknowledgements: Primeiro texto. Jornal de Notícias. Segundo texto. VEJA The University of Cambridge Local Examinations Syndicate has made every effort to trace copyright holders, but if we have inadvertently overlooked any we will be pleased to make the necessary arrangements at the first opportunity. University of Cambridge International Examinations is part of the University of Cambridge Local Examinations Syndicate (UCLES) which is itself a department of the University of Cambridge.